Integrantes do Ministério Público
de São Paulo transmitem a experiência vivida no Timor
Leste
O levou uma procuradora de Justiça e dois promotores a,
em datas diferentes, darem apoio à reestruturação
da Justiça no Timor Leste?
Ao aceitarem o desafio de participarem do Tribunal Penal Internacional
(Eloísa de Sousa Arruda) e da reestruturação
da Justiça (Antonio Carlos Ozório Nunes e Flávio
Farinazzo Lorza), os integrantes do Ministério Público
paulista sabiam da heterogeneidade étnico-cultural, evidenciada
em duas línguas oficiais (Português e Tétum)
e vários dialectos que encontrariam no Timor Leste.
Tinham conhecimento dos diferentes estilos arquitetônicos,
decorrentes da colonização portuguesa e da ocupação
pela Indonésia - única fronteira terrestre do país.
Sabiam que a moeda oficial era o dólar americano, conheciam
o sistema de democracia parlamentar, o número de habitantes
e a extensão territorial do país.
Todos sabiam da repercussão mundial da independência
do Timor Leste em 2002 e da importância da missão
da Organização das Nações Unidas.
Eles constataram mais: apesar do analfabetismo generalizado, o
povo timorense, mesmo tendo convivido durante quase três
décadas com opressão e violência, desenvolveu
grande capacidade de resistência. Com 13 distritos administrativos,
esse jovem país muito ensinou aos aos integrantes do MP
paulista e eles, no Tribunal Penal Internacional e na reestruturação
da Justiça, também fizeram muito pelos timorenses.
Agora, juntos, vão relatar a experiência.
O encontro, organizado pela Escola Superior do Ministério
Público, é dividido em três partes: 1) apresentação
do documentário Timor Leste: o massacre que o mundo não
viu (produzido e dirigido por Lucélia Santos); 2) Timor
Leste: a experiência dos promotores de Justiça de
São Paulo na construção de uma nova Nação;
3) exposição fotográfica.
Quem são: procuradora
de Justiça Eloísa de Sousa Arruda (esteve no Timor
Leste de 1º/8/01 a 1º/2/02 e de 8/11/03 a 25/11/03);
promotor de Justiça de Taubaté Antonio Carlos Ozório
Nunes (Timor Leste: de ago/05 a set/06) e promotor de Justiça
da Capital Flávio Farinazzo Lorza (Timor Leste: de set/06
a ago/07).
Onde: Complexo Judiciário
“Mário Guimarães” – Fórum
da Barra Funda - Auditório Dr. Antonio Alvarenga Neto (Avenida
Abraão Ribeiro, 315 – Barra Funda) – São
Paulo/SP
Quando: Dia 18 de junho de 2008
Horário: das 17 às
21 horas
• 17 às 19 horas: apresentação documentário
Timor Leste O Massacre que o mundo não viu
• 19 às 20h30: exposição dos PJs -
Timor Leste: a experiência dos promotores de Justiça
de São Paulo na construção de uma nova Nação
• 20h30 às 21 horas – debates
• de 18 a 30 de junho, no hall de entrada do Fórum
Criminal da Barra Funda: exposição de fotos do acervo
de Antonio Carlos Ozório Nunes, sob a organização
de Eliane Andrade.